A Educação Cristã na América teve influência dos colonizadores europeus, que de conformidade com sua tradição religiosa assim a implantaram na região dominada. Na América do Norte predominaram os protestantes e evangélicos enquanto na América Latina com a conquista ibérica predominou o Catolicismo.
Em primeiro lugar convém ressaltar que os colonizadores não faziam distinção entre a educação cristã e a educação secular. A razão principal de ensinar a seus filhos era para que pudessem torná-los aptos à leitura da Bíblia. Em sua maioria os colonizadores saíram da Europa em busca de sua liberdade religiosa, o que motivava a necessidade de desenvolvimento da Educação Cristã na terra recém dominada, reforçado ainda pelo fato de que ao emigrarem da Europa para o novo mundo os grupos levaram consigo suas congregações, o que oferecia base para o desenvolvimento pleno da educação. O desenvolvimento da educação cristã na América se processou de forma regional basicamente em três regiões: a Nova Inglaterra, as Colônias Centrais e as Colônias do Sul.
Educação Cristã na Nova Inglaterra
A base da Educação nesta região se resumia ao preceito de que “toda a vida assim como tudo que se fazia estava sujeito à direção de Deus” o que caracteriza o puritanismo calvinista. Cada família praticava o culto religioso. Os pais eram obrigados por lei a ensinar os preceitos divinos aos filhos. Se não cumprissem seus deveres de ensinar adequadamente seus filhos a comunidade os separavam dos pais e os direcionavam a uma correta e adequada instrução. Portanto os pais destinavam uma hora por semana ao ensino formal dos filhos e através da convivência por maior tempo juntos ensinavam-lhes com o próprio exemplo e ofício. Todavia, somente o ensino no lar não era suficiente o que ocasionou o desenvolvimento de um sistema de escolas com características peculiares, em princípio informais, tais como as escolas de damas, onde uma mulher solteira se oferecia para ensinar os rudimentos da educação às crianças. As Escolas de gramática que tinham por função preparar os jovens para o ministério e por último as Universidades onde os jovens após receberem instrução nas escolas de damas e de gramática recebiam a educação de ensino superior.
Educação nas colônias centrais
Devido à diversidade de diferentes experiências culturais européias introduzidas pelos colonizadores, foi mais difícil de ter um sistema tão coordenado quanto o da Nova Inglaterra. Não havia possibilidade de se ter uma escola para todos nesta região. Fundaram-se então escolas para cada grupo ou denominação protestante mantendo-se assim seu próprio sistema educacional. Nesta região foram fundadas instituições de ensino superior como a universidade de Princeton, a Universidade de Rugers e a Universidade de Pensilvânia.
Educação cristã no sul
Não existiam preocupações espirituais visto que o motivo da emigração dos colonizadores do sul não estava pautado na liberdade religiosa, mas sim nas riquezas oferecidas pelos recursos naturais da região. Os filhos dos ricos eram educados com a ajuda de tutores no próprio lar ou em escolas particulares. A mentalidade predominante era a de que os pobres não precisavam de educação a não ser aprender os rudimentos necessários para o exercício de uma profissão. Apesar de seus problemas filosóficos quanto à educação os colonizadores do sul fundaram nesta região a segunda Universidade controlada pela Igreja Anglicana.
Resumindo: quase toda a educação na América do Norte havia recebido orientação cristã. Tanto na Europa quanto na América do Norte a educação cristã e secular se desenvolveram juntas. Mas ao chegarem nos séculos XVII e XVIII começaram a desintegrar-se uma da outra devido o avanço da ciência e novas especulações intelectuais que levaram o homem a questionar sua fé e crença nas coisas sobrenaturais. Surgiram grandes pensadores como Descartes, Kant Galileu e outros. As contribuições intelectuais criaram um novo individualismo, cientifismo e modernismo que ressaltavam o humano em detrimento do divino e do espiritual, até zombavam do cristianismo por suas “superstições” e negavam a possibilidade de uma palavra inspirada por Deus. A Igreja perdeu seu controle sobre a educação. Assim a educação cristã e a secular se separaram, ficando esta última a cargo do Estado e instrução religiosa a cargo da Igreja no que diz respeito somente a seus membros. Depois da separação entre a educação secular e a educação cristã, o meio mais eficiente de realizar o ensino religioso era a Escola Dominical.
